Um memorando de entendimento que estabelece uma cooperação público-privada para promover Maputo enquanto capital e destino turístico, através do desenvolvimento de ações de promoção, capacitação de operadores e valorização do património natural e cultural da cidade.
A COTUR e o Conselho dos Serviços de Representação do Estado na Cidade de Maputo (CSRECM) assinaram esta terça-feira, 26 de agosto de 2025, na FACIM, um memorando de entendimento que estabelece uma agenda comum para a promoção de Maputo enquanto capital do país e destino turístico. O documento foi rubricado pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da COTUR, Noor-Momade, e pelo Secretário de Estado da Cidade de Maputo, Vicente Joaquim Imede, formalizando uma cooperação público-privada com ambição de impacto direto no terreno.
O acordo é apresentado como um marco na mobilização de esforços para posicionar Maputo no mapa do turismo regional e internacional, com foco na qualificação de operadores, na melhoria das condições socio-económicas da comunidade e na valorização do património natural e cultural. Como com tudo na COTUR, a lógica é pragmática: combinar competências – institucionais e empresariais – para transformar potencial em produto, produto em procura e procura em rendimento local.
Nos objetivos gerais, o memorando prevê uma cooperação técnica e cultural entre as partes, orientada a três frentes: promoção turística consistente da cidade, capacitação dos agentes do setor e proteção/valorização do seu património.
O eixo social surge como transversal, reconhecendo que o turismo só é sustentável se gerar benefícios tangíveis para quem vive e trabalha na região.
Entre as ações acordadas, destaca-se a organização de campanhas conjuntas de informação turística ao nível da cidade, com especial foco nos visitantes da ilha de Inhaca. Em paralelo, COTUR e CSRECM comprometem-se a organizar e participar conjuntamente em feiras nacionais e internacionais para divulgar Moçambique e, em particular, a cidade de Maputo, reforçando a presença institucional e comercial em mercados-alvo.
A dimensão cultural é igualmente central. O memorando contempla a criação de núcleos de arte nos bairros dos distritos municipais como meio de difusão do turismo, das artes e da cultura, aproximando a promoção turística das comunidades e fomentando circuitos de visitação com identidade local. Prevê ainda programas de formação e capacitação de agentes e operadores nas áreas de hotelaria e turismo, elevando padrões de atendimento e alinhando-os com as exigências do visitante atual.
No plano operacional, o acordo estabelece a coordenação e o apoio à gestão de atividades de agentes e operadores – da organização de seminários e conferências à logística de transporte e comunicação, passando por acomodação e festivais – para dar escala e previsibilidade ao calendário turístico da cidade. Fica também prevista a elaboração conjunta de um plano de marketing e de um portefólio de roteiros de Maputo, instrumentos essenciais para orientar investimento, comunicação e vendas.
Sendo a COTUR reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho com Marketing e estratégia, a identidade de destino Maputo não foi esquecida. As partes acordaram conceber uma “bandeira do Turismo na Cidade de Maputo”, iniciativa que irá potenciar e uniformizar a marca da cidade, dando então origem a material promocional dirigido a diferentes públicos.
Em reforço institucional, o memorando inclui um programa de desenvolvimento de capacidades para funcionários e técnicos do CSRECM na formulação de planos estratégicos do turismo, bem como assistência técnica continuada ao desenho desses planos para a cidade.
Para a COTUR, o entendimento consolida uma linha de atuação de longa data, um caminho trilhado por Noor-Momade desde final dos anos 90: a participação ativa do setor privado – e do turismo e viagens em particular – no desenvolvimento económico de Moçambique. Esta assinatura na FACIM dá palco e urgência a essa agenda.
Segue-se agora a fase de trabalho: transformar compromissos em cronogramas, constituir equipas conjuntas e definir métricas de sucesso que permitam medir, com rigor, o progresso de Maputo como destino competitivo e inclusivo.


