O seminário “Fazendo Negócios em Moçambique – Oportunidades para o Brasil” reuniu empresários, diplomatas e autoridades para fortalecer relações económicas e captar novos investimentos.

O seminário “Fazendo Negócios em Moçambique — Oportunidades para o Brasil”, realizado no Hotel Polana, em Maputo, reuniu empresários, diplomatas e autoridades para uma discussão direta sobre como aproximar mercados, destravar projetos e atrair novos investimentos. O Presidente do Conselho de Administração da COTUR, Dr. Noor-Momade, participou a convite da Embaixada do Brasil em Maputo e da ApexBrasil, sublinhando o papel do setor privado na dinamização das relações económicas luso-atlânticas.

Entre os intervenientes estiveram o Embaixador do Brasil em Moçambique, Ademar Seabra da Cruz Junior, o presidente da CTA, Dr. Álvaro Massingue, e o ex-ministro da Planificação e Desenvolvimento, Dr. Aiuba Cuereneia, entre outras personalidades. A composição do painel espelhou a agenda do encontro: diplomacia económica a trabalhar com associações empresariais e decisores com experiência governativa para acelerar decisões e dar previsibilidade aos investidores.

A proximidade Moçambique-Brasil é histórica e muito relevante: só em 2024, as exportações brasileiras para Moçambique somaram cerca de US$ 37,8 milhões, segundo dados oficiais agregados pela UN Comtrade; a presença empresarial brasileira no país inclui investimentos estruturantes, como o projeto integrado de mina-ferrovia-porto da Vale, avaliado em c. US$ 8 mil milhões, um dos maiores projetos de origem brasileira no continente africano. Estes números ajudam a explicar a aposta em fóruns de networking com foco em resultados.

Para a COTUR esta ligação com Brasil é fundamental: o Brasil é, há anos, um dos destinos mais procurados pela sua base de clientes, e a empresa mantém atendimento permanente com equipa local para apoiar viajantes que voam para o Brasil e para o resto da América do Sul – do leisure ao corporate. Essa presença no terreno permite encurtar ciclos de decisão e resolver problemas com rapidez, um fator crítico para quem viaja a trabalho e para quem investe.

Para o Dr. Noor-Momade, “este tipo de networking aproxima pessoas certas e encurta caminhos. Quando olhamos para os dados – por exemplo, as exportações brasileiras para Moçambique rondaram US$ 37,8 milhões em 2024 – percebemos que há espaço para multiplicar este valor com projetos bem estruturados, do turismo à indústria. A COTUR quer ser ponte prática entre empresas, instituições e viajantes dos dois lados do Atlântico”, afirmou à margem do seminário.

No plano setorial, turismo e viagens surgiram como facilitadores horizontais: ligam pessoas, suportam missões comerciais e tornam exequível a presença continuada no mercado. Do lado empresarial, discutiram-se soluções para reduzir custos de deslocação, ganhar previsibilidade logística e aumentar a segurança do viajante – áreas onde apenas operadores com a capacidade local da COTUR, oferecem soluções imediatas e indispensáveis.

A presença de figuras da CTA e de antigos responsáveis pela tutela do planeamento reforçou a ideia de que a cooperação tem de ser tão política quanto técnica: alinhar incentivos, clarificar procedimentos e partilhar calendários de feiras e missões, incluindo eventos setoriais em Moçambique e no Brasil apoiados por organismos como a ApexBrasil.

Em síntese, o encontro no Polana não foi apenas uma troca de cartões: alinhou expectativas, identificou dossiers prioritários e deu um sinal claro de continuidade.