Noor Momade foi eleito para liderar o Conselho Empresarial Nacional (CEN), órgão máximo de consulta da CTA, comprometendo-se a transformar o manifesto em resultados concretos. No discurso de posse, destacou três eixos – ambiente de negócios, representação ativa dos empresários e cooperação/inovação – e anunciou um plano de medidas para os primeiros 100 dias de mandato.
O PCA da COTUR, Noor-Momade foi eleito presidente do Conselho Empresarial Nacional (CEN), o órgão máximo de consulta e apoio ao Conselho Directivo da CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique. Na sessão de posse, em Maputo, a CTA desafiou a nova direção a influenciar a agenda económica com propostas concretas e advocacia de alto nível junto do Governo.
Noor Momade enquadrou a vitória como um voto de confiança em toda a classe empresarial e comprometeu-se a transformar o manifesto em resultados: “Nos primeiros 100 dias apresentaremos um plano claro de medidas imediatas, com acompanhamento transparente.” Reforçou três eixos de atuação: melhorar o ambiente de negócios (menos barreiras, mais transparência), dar voz aos empresários em fóruns nacionais e internacionais e fomentar inovação e cooperação entre empresas de diferentes dimensões — para criar parcerias e ganhar competitividade.
Num discurso centrado em execução, o novo presidente sublinhou que a legitimidade se mede pela participação e pelo impacto: “O que nos une é mais forte do que o que nos separa; juntos construiremos uma economia mais competitiva e um país mais próspero.” A CTA, por seu turno, pediu um CEN proativo na construção de políticas públicas favoráveis ao investimento privado.
O que é o CEN e porque importa
O CEN é o órgão máximo de consulta da CTA a nível nacional: aconselha o Conselho Directivo, articula posições do setor privado e funciona como plataforma de diálogo estruturado com o Executivo sobre reformas, regulação e ambiente de negócios. A sua relevância está em agregar a voz empresarial e converter evidência setorial em propostas de política, encurtando o caminho entre diagnóstico e decisão pública.
Com a nova liderança, a expectativa – dentro e fora da CTA – é que o CEN priorize medidas com efeito rápido no investimento e no emprego, fortaleça mecanismos de consulta com o Governo e alinhe a participação empresarial em agendas como a Conferência Anual do Setor Privado. O teste imediato será o plano dos 100 dias e a capacidade de mobilizar associações e empresas para uma frente comum de competitividade.


